Falei tão pouco,
Que tão pouco foi muito,
Diante do pouco que sabiam.
Falei do inverno sem chuva,
Da primavera sem flores,
De outonos cinzentos,
Que o verão machucara.
Falei de conversas vazias,
De silêncios barulhentos,
De vozes caladas,
E olhares sinceros.
Falei dos amigos de longe,
Dos amigos de perto,
Dos amigos sinceros,
E dos falsos espertos.
Falei dos sorrisos,
Das felicidades vividas,
E das dores e lágrimas,
Nessa alma sofrida.
Falei tão pouco de mim,
Mas muito ficaram a saber,
Que todo ser humano tem lutas,
Cicatrizes e decepções,
Mas que almas gigantes não se vencem por frustrações.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.