Poema: Sobrinho do Diabo
Nas sombras de um reino antigo,
O pai ensina o herdeiro:
"Não force o maior perigo,
Nem tente o combate inteiro.
O mestre do céu é forte,
Vença-o mudando a sorte."
"Seu plano não tem espada,
A força de Deus é o raio.
Na mente mais descuida,
É onde preparo o ensaio.
Um sopro de vaidade
Derruba a própria verdade."
"Se Ele ditar a regra,
Conceda um favor pequeno.
A alma que se alegra,
Bebendo o sutil veneno,
Caminha por conta própria
Desfeita de sua glória."
"O erro não nasce grande,
Começa em um meio-termo.
Até que o pecado mande
O homem ao próprio ermo.
Disfrace o pior desejo
No brilho de um bafejo."
"Use a capa do cordeiro,
Finja escutar o lamento.
Seja o sutil parceiro
Na hora do sofrimento.
A dúvida que se instala
É a voz que o Criador cala."
O jovem ouviu atento
A voz do antigo mestre.
Guardou todo o ensinamento
Pra sua missão terrestre:
"A astúcia destrói o altar,
Sem nunca o céu desafiar."
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Autor:
GINO (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de outubro de 2026 12:17
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Comentários1
Uma leitura tocante que desperta uma reflexão linda. Parabéns pela sensibilidade!
Valeu poeta pelo comentário!
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