Ponteiro que bate, como bate, no pêndulo da vida
Ele continua, mesmo que você discorde, mesmo que eu não concorde
Sol quente, dias tragados de letargia, que sintoma, que arritmia
Feitos para o dia, mas vivemos durante a noite, durante a meia noite e madrugada
Oito anos e já vivíamos na rua, com os pés descalços e cheio de areia
Dinheiro fora de cogitação, que situação, sem drama ou ação
Não tive festa de aniversário, família simples com dois irmãos
Nada a reclamar, mas a vida sempre foi dura para nós
Dois quartos, algumas paredes, centelhas de festa junina
Nunca ousando pedir mais do que ganhava, durante a adolescência seguiu sendo o mesmo
Adaptação, quando cansado deixava para chorar durante o banho
Ninguém quer sentir sua fraqueza, então ande para frente
E o que a vida tirou, o melhor amigo que tinha
Anos e anos sumiram, já pensou em ter um tumor no cérebro?
Erros cometidos, erros cometidos, eu não sei se eu continuei o mesmo
Rezo para Deus, vivendo pela noite, espero que eu não morra cedo
Apenas uma sombra, eu vejo a história se repetir e não consigo deixar a tristeza para lá
Ainda lembro do soco no estômago, das brigas, dos hematomas, ainda lembro de cada cicatriz do tempo
Sem ter o que perder, sem ter o que ganhar, faz parte e nenhum de nós pode evitar
Somos apenas a passagem, apenas uma pintura, outra história para contar...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de outubro de 2026 11:22
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Um bardo, Michel F.M., Rebecca, Morlock, Ayalah Verônica Berg
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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