Campos floridos, todo o horizonte repleto de azul
Faz tempo, eu continuo andando por aqui, procurando algo que perdi
Uma mistura de saudade com letargia, quanto mais avanço, mais eu sinto o peso
Cansado, dormindo na grama, debaixo de uma árvore, frio, reconfortante, um pouco aconchegante
Ah, não há barulho, apenas silêncio, vento e pássaros ao longe
Coração de vidro, mente de pedra, olhos marejados
Suas lembranças são tão adoráveis, me permita falar um pouco
Voz calma, me faz sentir completo, ao mesmo tempo que sua partida me deixa em mil pedaços
Por que a pressa? Eu posso oferecer algo, alguma coisa? Minha confiança, minha lealdade
Quando você me ver sem máscara, meu rosto por baixo, ah, seja bem-vinda à minha casa
As raposas têm tocas, os pássaros seus ninhos, mas estou à algum tempo sem lugar
Tenho hora também, tenho receios, algo mais além, querendo me sentir bem
Talvez algum dia eu acorde sem precisar estar apressado
Talvez algum dia eu me sinta leve como uma nuvem
Talvez algum dia eu me sinta completo e não te procure na multidão
Talvez algum dia eu abra minha gaiola e saia voando
Você traz a primavera, ao mesmo tempo que me deixa no inverno
Eu fico cortejando a lua, porque ela me lembra você
Tão branca, tão insípida, tão transparente, tão única
Mas, sempre além do alcance, ah, eu sinto frio, você só me deixou saudades, seja bem-vinda à minha casa, a minha alma...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de outubro de 2026 14:38
- Categoria: Triste
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Rebecca, Michel F.M., Ayalah Verônica Berg
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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