Mata mas não morre

Fábio Marinho

Insanos são os anos...considero.
Por entre os sonhos, liso escorre o tempo.
Embora enfermo e a febre em fel fervendo
Alguma coisa diz, ao fim, que eu erro!

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Não me pergunto: “Deus, por quê?”, não quero...
Apenas finjo, ator que represento,
Que tenho só certezas, que eu entendo,
Mas dias, meses, anos...passo...espero...

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A música não para! Eu sempre a escuto;
Se fecho os olhos, ah...aí que vejo
E sinto o encanto de um eterno porre!

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Respiro no sufoco e o grito é mudo,
Mas cura me seria um simples beijo
De todo o amor que mata e que não morre...

Comentários +

Comentários1

  • Michel F.M.

    Que texto potente! Uma verdadeira obra-prima em forma de versos.

    • Fábio Marinho

      Obrigado, Michel.

      Grande abraço



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