O dito, do dito.

Apegaua



Nem me lembro mais do que disse.

Já faz tanto tempo.

Acho que foi por ai.

Sem você me desfaço.

Num sorriso endoidecido de paixão.

O algo bom sempre prometido.

Que nunca esqueci.

E quando vos olho e nada vejo.

E por que você esta a quem.

Do que.

A menina dos meus olhos pensa que viu.

E com meiguice ela me respondeu.

Essa parte nunca saiu do meu raciocinio.

_ Você.

O tudo de mim que sonhei.

Ao alcance das mãos sem tocar.

Se for feitiço maudigo.

A minha vontade de vos lhe ter.

Corra vá.

A dizer para ele.

Que meu coração cansou de esperar.

Enganado pelo tempo.

Carcomido.

Surrado.

Fragilizado.

Perdeu as forças por amar.

E como uma flor.

Que faltou o carinho das mãos de um próprio jardineiro.

Já nem mas exala.

Pois começou a murchar.

Sr. Apegaua.

 

  • Autor: Apegaua (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 30 de outubro de 2026 06:22
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
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Comentários +

Comentários2

  • Apegaua

    Que pena.
    Por tarde descobrir.
    Das minhas aptidões de manusear mudas e terra.
    E por não ser tarde para se ter uma nova chance.
    E que minhas rosas exalam.
    Perfeitas, cheirosas e viçosas.
    Sr. Apegaua.

    • Apegaua

      Eu entendo.
      Por isso e que quanto mais a saudade aperta.
      Tenho certeza de não escorrer entre os dedos.
      E sim o peito e a alma e que sente a dor.
      Uma coisa massificada.
      Que quanto mais bate mais lembramos de quem não devia.
      Apegaua

    • Apegaua

      Acho a ideia vulgar.
      Foi que me senti.
      Por abranger as causas.
      Deixando de lado as consequências.
      Que não tardaram por vir.
      Apegaua



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