Memórias solitárias, placas de ferro penduradas no pescoço
Levo o nome daqueles que se foram, daqueles que foram esquecidos
Consigo ver por dentro dos seus olhos, se debatem e se revoltam
O coração é terra que ninguém anda, nunca foi possível conhecer alguém por inteiro
Me traga de volta, porque eu não consigo respirar
Me acorde de novo, porque eu não consigo sair daqui
Meu nome, não se esqueça daquilo que eu sou
Me faça voltar, como um morto-vivo eu continuo caminhando sem rumo
Nessa terra de fantasias, ninguém realmente é de verdade
Eu sempre soube disso, mesmo assim, eu ainda tinha esperança
Tateando as paredes, me escondendo dos monstros, entre as trincheiras e balas perdidas
Correm da luz, vultos, sussurros, continuam chamando meu nome
Me puxe de volta, porque eu não consigo te ver
Me faça vomitar, porque eu estou tragado na culpa
Me faça sangrar, porque eu não consigo sentir a minha dor
Me faça ter o coração quebrado, para que eu venha a conhecer quem você é
Sinalizador para o alto, o vermelho passando pelo céu
No meio do vale vazio, não adiantaria correr toda a floresta
Eu te vejo do outro lado, estou levando o nome dos esquecidos
De cada uma daquelas lápides, de cada uma daquelas crianças, de cada inocente da guerra...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 29 de outubro de 2026 14:12
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Rebecca, Michel F.M., Morlock, Ayalah Verônica Berg
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

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