Em algum momento da minha existência pensei
Sobre versos e versões da solidão d'alma
Quando a resistência me abraça
O medo vira sal e água
Tome quem queira
Ou prestes a morrer de sede
Nem sempre as nuvens pertencem aos céus
A certeza da magia do sol
Torna o Verão a estação mais aguardada
Enquanto o inverno fustiga a sanidade ocasional
As incertezas de tudo que a vida traz
Amortecem a leveza de uma única existência
A ínfima oportunidade de aprender a amar e contemplar a natureza
Quando o tempo estalar os dedos
Tudo se torna tão pueril
As cinzas da certeza escapam ao relento
Assim como o tempo se dissolve
A vida não forja arco e flecha nessa diluição
Que vá tudo aos fantasmas!
Menos a fina fumaça do meu último café
Em mil versos de uma porção de existência, certamente haverá meu último gole
Enquanto a vida permitir, vou de porta a porta
De ocasião à felicidade
Até que a morte me ache.
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Autor:
Dimar Monteiro Sanca (
Offline) - Publicado: 28 de outubro de 2026 21:50
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4

Offline)
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