Tantas ideias na mente, parecem uma reprise, tocando a mesma fita de novo
Me faz sentir que o esforço é inútil, me inunda com uma ânsia de desistência
Não venha colocar coroa na minha cabeça, eu nunca desejei esse poder
Nunca desejei que tudo isso acontecesse, nunca pensei que perderia tanto
É verdade que eu vejo as horas passarem, mas não passam para mim
Tiro proveito do que tenho, mas nunca tenho retorno
Mas, eu me pergunto, qual seria a minha música depois de tudo isso?
Talvez fino, talvez agudo, talvez grave, me faça soar, me faça reverberar, como um violino e que por um momento deixe de existir
No fogo cruzado, são tantas balas dirigidas na minha cabeça
São tantas opiniões que borbulham e brigam entre si
Um rascunho no papel parece mais fácil, apenas dialogando com a minha insensatez
Com as mãos pesadas, todas as decisões parecem ser o destino de uma nação inteira
Com o gosto azedo, eu sinto que há terra nas minhas mãos
É que foi tão difícil ficar sem a sua companhia, foi tão difícil seguir em frente
E eu sou apenas alguém com o coração quebrado, que de alguma forma tenta se reerguer
Mas, você não está aqui para escutar minha história, não é? Nunca esteve, nem nunca estará
E eu gostaria de uma melodia, uma ampulheta, uma alegria
Com tudo isso que eu tenho, um acorde, um barulho, um timbre, para sentir, para escutar
Me faça soar, reverberar, como um violino, para que momentaneamente deixe de existir...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 28 de outubro de 2026 21:05
- Categoria: Triste
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Mademoiselle Alma P., Um bardo
- Em coleções: Melancólico, Melhores poemas.

Offline)
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