Meu rosto mora no avesso.
A casa respira no meu lugar.
Paro: o centro me obedece.
O rei é um oco com antenas.
O silêncio sobe baixo.
A mentira é a única com rosto.
A festa veste o morto.
Pago com moeda que sonho.
Esqueci o real sem cor.
Liberdade: porta que bate.
Escolho o que me escolhe.
O absurdo me chama errado.
Importante que chame.
Caio para cima.
Êxtase: queda no espelho.
Sorrio com a boca da outra.
Minha lucidez tem garras de seda.
Vejo sem consertar.
A verdade é farsa decorada.
Futuro: dívida de sombra.
A vontade cobra em decadência.
Bruxa do resto, danço o que falta.
Assombro porque nunca chego.
Ohm ao Avesso
de Ayalah Verônica Berg
-
Autor:
Ayalah Berg (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 27 de outubro de 2026 10:47
- Comentário do autor sobre o poema: "Parados graciosamente fitando o abismo. O horror se aproxima, não somos enganados. Estamos vendo, está diante de nossos olhos." –Verônica Berg
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Morlock, BellaSeiva, Fábio Marinho

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.