De repente me vi a sós, comigo,
Vazia no fastio do quarto morto...
Teu cheiro que não há; o desconforto,
Das noites sob o gim e o breu, feridos.
De repente do espelho repartido
Em retalhos, a foto do amor torto,
Entre os cacos cortantes - tanto estorvo,
Que indago do porquê de ter nascido!
De repente ser livre sem querer,
E fazer do passado uma prisão,
E entre os silêncios mudos sufocar...
De repente silente e, em vão, correr,
Presa às gretas que se abrem junto ao chão
E morrer infinita no lugar.
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 27 de outubro de 2026 06:16
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2
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