TRILOGIA DAS EMOÇÕES: DO ÓDIO E DO RANCOR

JUAN MIGUEL MORENO VILLAMIZAR

As emoções ilustradas de um ser comum que deseja ser extraordinário

 

I. PRÓLOGO

 

Esta é uma história que se vai vivendo ao longo de uma sucessão de versos, e que se entende à luz dos sábios e dos ignorantes, dos que têm fé e dos que duvidam de tudo. É para quem precisa de uma voz de alento, mas também para quem deixou de acreditar em si e num Deus poderoso; para quem deseja saber ou simplesmente compreender, e também para quem lê por curiosidade, por mexerico, por se ligar, por se refletir, por se sentir identificado, ou por se irritar e deixá-la de lado.

Esta é uma experiência: é incrível ler as memórias de As emoções ilustradas de um ser comum que deseja ser extraordinário. É conhecer e refletir sobre o que se leu; é crer, é regressar à fé, é dar uma oportunidade a Deus e à convicção de que, com Ele, tudo posso. E se em mim sou nada, é porque Ele dá o bem quando está do meu lado. Mas, ao afastar-me, chegam os momentos tensos e a solidão, o sentir-me vazio sem entender porquê; é simplesmente chorar.

 

II. O SENTIMENTO NOSTÁLGICO

 

O sentimento nostálgico, que invade a escuridão da minha alma, mostra-me a mim mesmo como um ser frágil que, contagiado pela rudeza da humanidade e contaminado pela maldade humana, se torna mau. Atrai-me o gótico e o trágico; sinto uma fraqueza marcada pelos insultos de quem deseja destruir a minha alma. Mas a minha energia é poderosa, e a minha escuridão não se deixa persuadir por gente insignificante, que costuma rodear-se de bichos comparáveis aos ratos dos esgotos, às baratas e aos insetos. Assim os comparo, por serem tão cruéis com a humanidade. O desejo de ódio, de pancada e de morte contra eles atravessa-me o cérebro, mas a minha alma bondosa e misericordiosa não consente que o ódio se cumpra contra os outros.

As suas palavras doem, mas ignorá-las faz com que se aborreçam, ao não verem a minha face mais frágil: chorar ou desesperar, que se manifesta em lágrimas e em desespero. Em certos casos dói, e sinto-me a pessoa mais triste do mundo; começo a achar a minha vida miserável e a criar na mente imagens fictícias de uma vingança prometida.

A minha alma dá-me força e esperança; por querer deixar uma marca na humanidade, não me deixo cair. Sou apenas um pobre poeta a contar as suas falhas num longo poema, escrito de próprio punho pelo seu criador.

 

 

III. SINTO-ME INDIGNO

 

Sinto-me indigno, sinto-me furioso; odeio tudo e não me domino na minha maldade.

Respeito o teu pensar, mas não o partilho. É preciso ter prudência nos temas delicados, onde não cabe opinar. Piadas desnecessárias e humor em excesso: modera o que dizes, pois nem todos concordamos; não se ri nos momentos graves, e é preciso saber respeitar o lugar onde se está.

Nesta vida nem tudo é felicidade. A gente finge uma alegoria de plenitude e julga que estar triste é errado. Uma sociedade falsa, cercada de mentiras e de criatividade postiça, acredita que sem dinheiro não se triunfa. Falta saber pensar; numa sociedade que perdeu a capacidade de raciocinar, usar a cabeça nem sequer é visto como virtude.

Os teus sonhos não se deixam frustrar. Ainda que caias em pranto e dor, a luta tem de seguir. Um mundo te espera de portas abertas, e a humanidade anseia por conhecer o teu pensar. Não percas o teu talento esquecido na rotina, nem acredites nas adversidades que querem cortar-te as asas.

Manifestar é esperança em meio à adversidade, e acreditar não é pecado; sê tu mesmo ao começares a brilhar.

 

 

IV. O SENTIMENTO

 

A lógica de hoje já não é a de ontem; compreender esta viagem é caminhar de mãos dadas com mil emoções: o passado de estudante, as aventuras cheias de alegrias e de raivas. Compreender os meus semelhantes, entendê-los e aceitar cada qual como é, eis a empatia na sua mais alta expressão. Mas é absurdo viver numa fachada, dentro de uma personagem, calando o que devia ter sido dito. Não me arrependo, mas devia ter falado, ainda que fosse o mais odiado, ou então ter entendido e calado, sem me meter no que não me convinha.

No fim, odiei muitos e amei outros; fui um com uns, e detestei o jeito de ser de outros. Mas, ao mesmo tempo, a todos compreendi, as suas falhas e forças, as suas fraquezas e saberes. Entendi que somos todos humanos e que falhamos; e, ao falhar, pedimos perdão. Temos de melhorar e deixar para trás as más ações.

Isto é, na lírica, a viagem pelo sentimento nostálgico e o porquê de me sentir indigno e furioso.



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.