Areias entre os pés, descalço no meio da praia
Noites e noites que eu não consigo ver o futuro
Mas, eu sempre saí, eu sempre me virei, sempre estive lá, como o sol no outro dia
Paguei o que havia de pagar, centavo por centavo, minha aposta está paga
Fraco, foi o que eu sempre escutei
Lento, foi o que eu sempre pensei de mim
Resistência, foi o que eu sempre soube fazer
Silêncio, foi onde eu sempre trabalhei
Estou acordado, por muito tempo estive dormindo
Diz que me conhece, mas não sabe nada sobre mim
Cansei de implorar migalhas, cansei de correr atrás de você
Pode me odiar agora, pode falar de mim agora, mas está um caos, e eu não consigo te ouvir
Mirei alto, mirei no céu, estou atrás do verdadeiro ouro
Não dependo de ninguém, não dependendo de você ou alguém, está ótimo
Transformei inutilidade, transformei o nada, tirei do desespero, tirei a adaptação, está tudo um caos
Só que eu sempre me organizo, sempre estou sedento por melhora, e para sua infelicidade, eu não sei desistir
Meu coração pulsa, jogando oxigênio, sangue, um pouco mais de hemoglobina
Misture oxitocina, um pouco mais de adrenalina, mais dor, mais vontade de vencer
E eu não vou parar, mesmo que eu quebre um osso ou perca um dente
Me olhe de cima para baixo, de baixo para cima, eu sei que incomodo, não se preocupe, minha preocupação nunca foi com você nem com ninguém, está um caos, mas eu estou mirando alto...
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Autor:
Fantasma sem coroa (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de outubro de 2026 18:02
- Comentário do autor sobre o poema: Adaptação, como um animal, para sobreviver...
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Nox Calvarie, Ayalah Verônica Berg
- Em coleções: Hostil, Melhores poemas.

Offline)
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