Um cheiro atravessa a rua,
e a tarde perde a cor
não mais é presença sua,
é o que me resta da flor
Um vislumbre que desvio,
um sinal que não desligo
é o silêncio do vazio
que ainda conversa comigo
Uma piada perde a graça
quando muda de boca
há coisas que o tempo passa
e a passagem não desloca
Uma abertura que insiste,
um jogo que não termina
há algo que ainda existe
onde nada mais combina
Aquela rua
que ainda encaro quando passo
Seu nome em todo lugar
mas nenhum deles é o seu
O mundo não tem a decência
de deixar você ir embora
junto com você
E as coisas seguem sendo coisas,
o café, a rua, a banda
mas há qualquer coisa nelas
que já não volta ao normal
Tudo parece levar até você,
mas nada é realmente
você
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Autor:
Bammacher (
Offline) - Publicado: 26 de outubro de 2026 17:11
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Ayalah Verônica Berg

Offline)
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