Não sou fria

Maria Eliza Oliveira

Eu não sou fria.

Também sinto alegria,

mas é como se ela não fosse minha...

Por isso a vida me silencia.

Mas nem se eu pudesse gritaria...

Me acostumei viver nesta sina.

Porém , minha mente ainda indaga;

um punhal, uma faca,

entre a cruz e a espada...

Mas não estou cercada,

somente perdida.

Sim, fiquei sem saída,

por isso olhei pra cima.

Não sou suicída,

somente uma alma aflita.

No peito o silêncio grita,

será que a prece foi ouvida?

A lágrima então escorria,

queimando minha face de menina.

Ninguém vê a agonia,

por que falar se ninguém ouviria?

Remédios não vão curar a ferida,

traumas não se curam com terapia,

a solidão não se vai por falsas companhias...

Não serei mais iludida,

já não basta a ilusão da vida?

Prefiro verdades dolorosas a mais bela das mentiras.

Vê se não me irrita!

Não sou fria, somente realista!

protegendo um coração, que já não cicatriza...

  • Autor: Maria Eliza Oliveira (Offline Offline)
  • Publicado: 26 de outubro de 2026 15:05
  • Comentário do autor sobre o poema: neste poema expresso meus mais profundos sentimentos em relação a vida, q muitos considerariam frieza mas é apenas uma maneira de me proteger...em um momento mt difícil em minha vd optei mts vezes pl suicídio,hj percebo q é melhor tentar msm q eu esteja entre a cruz e a espada,pois escolherei sempre a cruz...
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 9
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Ayalah Verônica Berg, BellaSeiva


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