Me causa fobia o acaso,
Um adiante borrado,
Sem traço de caminho,
Plano traçado.
Até aqui, o chão é firme;
Adiante, é barro mole.
Me projeto afundando,
Sempre fui quem me socorre.
Confiança, não me acomoda;
Entala em minha glote.
Sufoco até a tosse,
Engasgado até a morte.
Será que engulo ou cuspo?
Pisarei onde para não afundar?
Não vejo estrada projetada.
Se me resta confiar e andar
E deixar a segurança
Que está tentando me algemar.
T.S
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Autor:
Tiago Santos (
Offline) - Publicado: 26 de outubro de 2026 14:55
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.
- Em coleções: Estranheza.

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