(Tudo o que é
Uma vez não foi
Em breve não será)
***
uma vez fui semente
fechada,
no escuro úmido da terra —
sem nome.
agora no estertor, sou:
pele, fruto, bicho parindo,
sou a mão suada
segurando outra mão.
Logo,
serei o pó na boca do vento,
o osso virando húmus,
serei a história
que a boca erra ao contar.
nós —
esse clarão curtíssimo
de sangue fervente.
Entre o que foi
e o que será.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 25 de outubro de 2026 17:57
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, pedro.viegas

Offline)
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