.

ᯓ★

Ah, que saudades...

Saudades do que passou,

do que ele trouxe, mas levou.

 

Eu nem amava esse canalha,

mas eu poderia ter ido até aí ou além.

Por que sempre vem e somem de repente?

Logo comigo, que asfalto pra essa gente.

 

Preparo a estrada, aplano o chão,

até tento guiar quem não sabe andar.

Para, no fim, sempre ficar a ver o trânsito passar.

Mas aquele filho da puta

poderia ao menos tentar,

ou ter tentado, ficar.

Quem sabe a gente juntos

poderia enfim transbordar?

  • Autor: solilóquia (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 24 de outubro de 2026 23:58
  • Comentário do autor sobre o poema: Já faz um tempo que escrevi esse. Sentia tanta saudade dessa pessoa e um vazio tão grande, era pior que a saudade.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 4
  • Usuários favoritos deste poema: werner
  • Em coleções: O Último Esplendor.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.