Do olhar à boca

Da Silva Guilherme

Não há nada que eu diga, 

que o meu olhar não diga. 

Não há nada que eu pense, 

que o meu olhar não pense. 

 

O nada que nunca toquei, 

estes meus olhos tocaram;

e o que meus olhos olharam, 

minha boca sequer olhou. 

 

Porque a boca diz 

aquilo de que o coração está cheio. 

Mas o olhar fala

daquilo que no coração falta. 

 



Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.