E então nasceu em mim e se estendeu
O braço, um terremoto, uma montanha
Um grito construído em minha entranha
No afago desse dom da mão de Deus
Das cordas que sou tantos, mas sou eu
Derramo o coração como quem ganha
Um beijo convertido em forma estranha
De cada ser humano e ingênuo ateu
Subi por cada nota tão sem fim
Na ponta do meu dedo, a lã e o linho
Escalas de harmonia em não e em sim
Subi pela assonância em meu caminho
Eu sou do som, eu fui, eu vou e eu vim
Das lágrimas das vozes do meu pinho
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 23 de outubro de 2026 09:29
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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