O mesmo conflito
Escrevemos desde os primórdios. Desde o início até o meio. Até aqui.
Começamos com pinturas rupestres. Com papiros. Com hieróglifos.
Nos dividimos em diferentes línguas e dialetos. Em versos e textos secretos. Código de Amurabi,Torres de Babel. Traduzimos as épocas históricas. Vivemos passagens de outrora. Resumimos o que já foi vivido. Expressamos e salvamos o que já foi,e,é, sentido.
Vamos reler. Procurar o que ainda não foi dito. Buscar o original,o singular,o novo.
Me conte algo que não seja roda,que não seja círculo,que não seja cíclico.
A história é agora o que já foi escrito.
O agora está indo embora junto com meu grito.
Caminham para a eternidade. O passado,o presente e o futuro. Tudo se repete rumo ao infinito.
Não existe o tempo.
Queria escrever algo novo mas tudo parece antigo. E nada nunca foi e nunca será resolvido.
E as palavras repetem os mesmos ritos.
O silêncio espera lá fora.
Sempre haverá algo a mais para não ser dito.
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Autor:
RGGouveia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de outubro de 2026 08:30
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg

Offline)
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