Não nos abram o peito à procura de um coração
porque há mortos que ainda pulsam dentro de nós;
procurem antes nos escombros de cada desilusão
os gritos que calámos para não ouvir a própria voz...
Dizem que os silêncios rasgam a memória
que encontram cada sonho que deixámos à deriva!
E há feridas que não sangram mas escrevem cada história
de quem morreu por dentro por não aceitar a própria vida.
Não foi a solidão que nos condenou à dor,
foi chamar amor à ausência, paz à rendição,
foi mendigar abrigo em braços sem calor
e oferecer a própria alma a quem nos negou o coração.
Mas se perguntarem quando é que a luz se me apagou,
digam que foi lentamente, cada vez que me traí
que meu corpo resistiu a tudo o que a minh'alma suportou
e que a cura começou no dia em que me despedi de mim...
Ricardo Maria Louro
Um Orfão do Coração
P.S./Que o Diabo nunca consiga apropriar-se das nossas Almas e que à hora da Morte, sempre nos valha, Essa que é a Maior Advogada da Humanidade, que Ela, junto a S. Miguel Arcanjo, ainda que culpados, sempre nos ajude, defenda e resgate os corações diante do Julgamento de Deus.
Salvé oh Virgem Santa Maria ...
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Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de outubro de 2026 05:40
- Categoria: Religioso
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Ricardo Maria Louro, pedro.viegas, Michel F.M.

Offline)
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