A Morte da gravidade

Dimar Monteiro Sanca

Os tempos agudos são solúveis
Ajudam a equacionar horizontes da gravidade
Da gravidade poética também precise nos ensinar o Einstein 
Às vezes, palavras gozam de uma razão afetiva oceânica 
Às vezes, de uma anemia aleatória 
As almas das palavras pulsam
Razão pintada a cor
Sentido pueril dessa razão 
As incertezas da tonicidade desfrutam seus momentos
A destreza do espírito revela a grandeza de um destino flexível 
A memória da sombra revela a âncora desse barco a navegar
Eis o cordão umbilical da razão e da fé
Talvez o espírito da imortalidade contemplada
O sequestro da lucidez por força do instante
Torna possível despir o corpo e vestir a alma no mesmo instante
Aliás, o inverso também importa e faz sentido
Estações da vida adestram o Lobo e a Pessoa que vivem suas liberdades
Nem todo o peso revela pesares
Ainda, sim, cada um vive sua Primavera
Mesmo sendo Verão em outros hemisférios 
Nem tudo o que morre, desaparece
Eis o novo ensaio sobre a lucidez
Assim diria Saramago

  • Autor: Dimar Monteiro Sanca (Offline Offline)
  • Publicado: 22 de outubro de 2026 16:29
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.