Talvez eu tenha por
Muito tempo
Ou diria até mesmo
A vida inteira
Idealizado uma fantasia
Em busca da vida perfeita
Que não existe
Em busca de uma felicidade vaga
Que te preenche agora
E te solta para sempre
Talvez eu tenha chorado demais
Para um garota tão nova
Talvez por muitos anos
Eu venha a trocar de rota
Porque a indecisão sempre
Foi a minha companheira
Nas horas vagas
Talvez eu tenha passado
Por muitas pedras
Tropeçado nelas
Chorado no chão
Limpado as mãos
Mas levantando de novo
Talvez naquela época
Tudo era muito novo
E eu mais ainda para entender
Infinitos porquês
Ainda invadem minha mente
Mais diferente daquela
Mente de algum tempo atrás
Esses porquês já não
Me assombram mais
Porque os porquês
Somos nós que construimos
E eu digo sorrindo
Que talvez eu tenha encontrado
As respostas
Talvez eu me recorde
De coisas demais
Não para remoer o que passou
Mas para me lembrar
De como eu era
Naquele tempo que passou
E se hoje escrevo isso
É porque o futuro é
Um infinito particular
Que só nós mesmos
Podemos acessar
~ GIGI ~
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Autor:
Gigi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 21 de outubro de 2026 09:07
- Comentário do autor sobre o poema: Talvez eu tenha passado a vida inteira buscando uma perfeição que não existe. Hoje entendo que tropeçar também é caminho. Escrevi isso lembrando de quem eu era, pra honrar quem eu estou me tornando. O futuro é um infinito particular que só a gente pode acessar. E bom, talvez só talvez, eu tenha encontrado as respostas.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
- Em coleções: poeticamente, giovana.

Offline)
Comentários1
Nossa vida é feita de erros e acertos, muitas vezes os nossos erros pesam, mas para melhorar é preciso errar e tá tudo bem, ótimo poema.
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