os gritos abafados
neste peito de cristal
ressoam no meu ser
e ensurdecem as noites caleidoscópicas
em que me refugio.
fiz-me de amarras que não me deixam partir;
entrego-me ao lamento e aguardo o sol democrático na parte que me toca.
existo — não por culpa ou mal-entendido —,
existo por permanecer neste estado
onde repouso a cabeça.
não vou por não ter para onde ir;
e, se fosse,
seria apenas um sonâmbulo dos dias ensolarados.
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Autor:
ondavida amar (
Offline) - Publicado: 20 de outubro de 2026 05:37
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 6
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Ayalah Verônica Berg

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