Será que precisarei me reinventar novamente pra verdadeiramente sentir?
O amor não é quem sou, mas não era o que eu queria ser.
Em que momento eu terei que novamente repetir para ver?
Minhas vontades eu terei de ferir?
Eu queria ser mais eu, mas quem é?
Nós dois, eu e você, sabemos que não é nada incrível.
Há um grande círculo que gira num ciclo desgastante
vamos parar de sermos ele, por um instante
Deixe-me te envolver nesse sangue visível
e te puxar, e ir, e até.
Quero que beba toda a minha insignificância
e a trate como sua.
Se prenda a isso e, infortunadamente, seja mútua
a minha, minha tão grande arrogância,
que seja como uma junção grotesca de mim nessa maré.
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Autor:
Emalyn (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de outubro de 2026 20:45
- Comentário do autor sobre o poema: Alguém veja através de mim
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg, Empth

Offline)
Comentários1
É complicado, porque o Eu lirico começa a descrever como não sabe quem é. Ele parece receber amor de alguém, mas, por não saber quem é, tudo que se tornou foi o amor que recebia. O sentimento que deveria ser bom, parece estar se tornando uma preocupação para o Eu Lírico, e ele não quer se tornar isso. Ele não nega o amor, mas não quer se tornar apenas o amor. Ele quer outra coisa. O Eu lírico doz que a situação não é nada incrível, mas não tem como saber se ele está dizendo que isso não é um problema grande, ou se está rebaixando o amor. E há indícios que há uma rotina, que o faz se sentir, e que ele quer sair dessa rotina, parar por um estante, sair desse círculo desgastante.
Ele quer trazer a outra pessoa pra isso tbm. Quer que ela entenda a sua insignificância, o sentimento de que o faz sentir que é pouco. E quer que a pessoa entenda, trate como dela, e que seja mutua. E, mesmo assim, ainda se acha arrogante por tudo isso, de alguma forma. Poema bonito
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