Copo leve, chão pesado, O mundo gira num traçado. A calçada fez curva, o pé falhou, E a gravidade me abraçou.
Um passo em falso, o equilíbrio que se vai, A noite é longa, o corpo cai. Adeus, meio-fio! Adeus, planeta! Fui fazer morada na sarjeta.
O céu de estrelas virou borrão, O asfalto frio virou colchão. E ali deitado, meio desacordado, Pensei: "Pelo menos não tô pagando aluguel desse lado."
O garçom bem que avisou, O último gole me desmontou. Agora aqui, rimando com o meio-fio, Tropecei na cachaça, caí no vazio!
-
Autor:
Poesia Abandonada (
Offline) - Publicado: 18 de outubro de 2026 20:06
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.