Sargeta

Poesia Abandonada

Copo leve, chão pesado, O mundo gira num traçado. A calçada fez curva, o pé falhou, E a gravidade me abraçou.

Um passo em falso, o equilíbrio que se vai, A noite é longa, o corpo cai. Adeus, meio-fio! Adeus, planeta! Fui fazer morada na sarjeta.

O céu de estrelas virou borrão, O asfalto frio virou colchão. E ali deitado, meio desacordado, Pensei: "Pelo menos não tô pagando aluguel desse lado."

O garçom bem que avisou, O último gole me desmontou. Agora aqui, rimando com o meio-fio, Tropecei na cachaça, caí no vazio!

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Comentários1

  • Maria dorta

    O poema é de bom quilate e retrata o auto_ suicídio dos bêbados que,por alguma razão, não resistem ao vício e encurtam seus dias. Boa poesia ! Afasta de ti esse cálice! Será fácil porque tens talento.



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