espiral no peito (freestyle)

MaquinaOrganica

é por sentir sua falta

ou pela solidão 

me limita a ausência 

me imita a carência

eu era o eu que sem você não existia 

e depois de ti, procuro em mim figura em modelo 

me colocarei num altar 

se pelas manhãs me sentar e orar para mim mesmo

com esperança e fé de me encontrar...

 

é sobre o luto da ausência

ou sobre a fraqueza da carência que escrevo   

se eu pudesse me conhecer, conseguiria responder 

e mesmo que no proximo minuto ja te esqueça 

e de carencia e vontade de ti cultive algum tipo de indiferença 

e no vazio encontre meu eu perdido 

mas sem ninguém para mostrar a felicidade de ter achado 

eu gritaria em desespero de um prisioneiro .....

.... 

mas depois emocionasse saísse pregando: me achei, me achei, não fui menino pobre, nem rico, nem príncipe ou camponês, nem muito menos rei! 

mas se eu não achar ninguém para contar, temo que ate mesmo me esquecerei 

e se pelo caminho que andei, sozinho, sem rumo avistar alguém, ou dois quem's que me escute.. 

faria papel de louco ao dizer: oh, te encontrei, te encontrei, agora escute, eu te direi, direi quem sou, e não me esqueça por favor..

e me perguntariam: quem tu é, meu senhor.. quem é tu, e eu parado não sabendo responder derramaria uma lágrima, e andaria em frente sem dizer coisas que já não mais sei...

foi culpa de uma profecia autoimposta

ou a ilusão de um futuro imaginado em esperanças utópicas...

um dia imagine que encontraria alguém que me entenderia

mas a realidade é sempre uma bosta.

andaria por 20 metros, e jaja me esqueceriam, o futebol ou a novela era um assunto mais importante. 

e assim é a vida. 

 

  • Autor: MaquinaOrganica (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de outubro de 2026 15:18
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


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