Soneto de saudade II

Fábio Marinho

Um século oceânico e mortal

Que descortina o peito no suspiro,

A tudo ele interfere onde eu me firo

E a febre quer que eu pense ser normal...

 

O sangue espalha a lava em meu quintal,

Quilômetros sangrentos pelo tiro,

Tonturas e desmaios como um giro

Tão próxima a distância do meu mal...

 

Ensaio dançarinos cerebrais

Que brincam onde eu já perdi a graça

Flechado pelo arpão que não me solta.

 

Mas sou o mesmo humano aos anormais:
Caçar a lebre fria que não passa,

Gritar a voz e vez da minha volta.

  • Autor: Fábio Marinho (Offline Offline)
  • Publicado: 17 de outubro de 2026 09:44
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 10
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