Flávio,

Esther Porfírio

Eu acordo um amanhã 

Tão parecido com outras manhãs

Que eu me pergunto 

Eu que já trabalhei,

Minha voz que já não tem vez,

Tudo que você queria, eu te dei

Leis,

Direitos,

O reflexo morto que um dia vi no meu espelho

O que eu fui, um dia inteiro

Eu te dei

Agora diga sem medo:

”Eu quero sangue”

Quanto exatamente de sangue?

Não sei se tem nenhum restante.

 

  • Autor: Porfírio (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 16 de outubro de 2026 15:14
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 5
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Comentários1

  • sushi

    Poético



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