Seguro a curva pesada dos teus seios.
Sua pele estremece quando a boca toca a raiz das tuas coxas.
Não há tempo pra delicadezas sutis:
o cheiro da tua pele molhada toma o quarto inteiro.
Palavras travam na garganta, sussurros soltos,
as mãos cravadas nas minhas costas pedindo mais.
Corpos colados, pernas presas, o som abafado dos suspiros
que fazem o chão parecer ceder sob a gente.
Traga essa luz quente nas palmas das mãos,
me puxa pra dentro, devora a minha calma.
A cama vira um mar de lençóis retorcidos,
onde carne e respiração viram a mesma coisa.
Teu olhar escuro, a umidade morna entre as pernas,
o atrito lento, a urgência arder no fundo do ventre.
Nada de rendas ou enfeites:
é a sede do teu corpo contra a força do meu.
Você chega da rua, atira a bolsa no canto,
os sapatos saltam longe, o vestido desce arrastando na pele.
Fica só o brilho sutil das meias e a pressa
de esquecer o mundo da porta pra fora.
O sol bate na janela, mas o foco é a tua pele em brasa.
A minha língua desce sem pressa pelo teu centro,
provando o teu suco, o gosto quente e denso
que faz tua cintura subir buscando o ar.
É um encaixe sem fim, um ritmo lento que vira tempestade.
Me afundo na tua maciez, agarro tua cintura,
e volto pra esse calor quantas vezes o corpo aguentar.
Esqueça as promessas bonitas.
É a pele nua contra a pele nua, a tua respiração no meu pescoço,
os lábios buscando os meus enquanto a gente se dissolve
nesse mergulho fundo, sem fundo, até o fim.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 15 de outubro de 2026 12:23
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg

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