canção da lingeriexx

Versos Discretos

Seguro a curva pesada dos teus seios.

Sua pele estremece quando a boca toca a raiz das tuas coxas.

Não há tempo pra delicadezas sutis:

o cheiro da tua pele molhada toma o quarto inteiro.

 

Palavras travam na garganta, sussurros soltos,

as mãos cravadas nas minhas costas pedindo mais.

Corpos colados, pernas presas, o som abafado dos suspiros

que fazem o chão parecer ceder sob a gente.

 

Traga essa luz quente nas palmas das mãos,

me puxa pra dentro, devora a minha calma.

A cama vira um mar de lençóis retorcidos,

onde carne e respiração viram a mesma coisa.

 

Teu olhar escuro, a umidade morna entre as pernas,

o atrito lento, a urgência arder no fundo do ventre.

Nada de rendas ou enfeites:

é a sede do teu corpo contra a força do meu.

 

Você chega da rua, atira a bolsa no canto,

os sapatos saltam longe, o vestido desce arrastando na pele.

Fica só o brilho sutil das meias e a pressa

de esquecer o mundo da porta pra fora.

 

O sol bate na janela, mas o foco é a tua pele em brasa.

A minha língua desce sem pressa pelo teu centro,

provando o teu suco, o gosto quente e denso

que faz tua cintura subir buscando o ar.

 

É um encaixe sem fim, um ritmo lento que vira tempestade.

Me afundo na tua maciez, agarro tua cintura,

e volto pra esse calor quantas vezes o corpo aguentar.

Esqueça as promessas bonitas.

 

É a pele nua contra a pele nua, a tua respiração no meu pescoço,

os lábios buscando os meus enquanto a gente se dissolve

nesse mergulho fundo, sem fundo, até o fim.



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