Quando me dei conta de que nada havia mudado,
minha esperança quase virou silêncio.
No fundo, eu ainda acreditava
que, de repente, você mudaria de ideia.
Que perceberia que, ao meu lado,
havia um lugar seguro.
Que o meu colo poderia ser o seu abrigo.
Nos meus silêncios havia a sua voz.
Havia uma esperança parecida com a que a gente tem quando é criança
e planta um grão de feijão no algodão.
Aquela expectativa ansiosa
de vê-lo crescer.
De acreditar que algo pequeno
pode, de repente, te levar para um lugar mágico.
Eu me sentia assim.
Presa na esperança de te ver crescer
e me levar a um bom lugar.
E, ao mesmo tempo,
aterrorizada pela ideia
de que isso talvez
nunca fosse acontecer.
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Autor:
May Darling (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de outubro de 2026 15:12
- Categoria: Triste
- Visualizações: 9
- Usuários favoritos deste poema: Pedro Viegas, Morlock, Ayalah Verônica Berg

Offline)
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