Cubículo quadrado,
menos de cinco metros.
A porcelana
coroa quem senta:
soberano absoluto
de sua própria nudez.
Único império
imune ao poder.
Ali, a coroa cede —
o peso do corpo
nivela o mundo.
Ossos iguais.
Carne igual.
Ninguém senta vestido
de si mesmo.
-
Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 14 de outubro de 2026 11:29
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.