Quando a Espada do Silêncio

Ricardo Maria Louro



Quando a espada do silêncio 
corta a voz da nossa Alma
nada vem ao pensamento 
só há dor e nada acalma ...

Não há metas nem vontades
não há risos nem abraços
não há rezas nem verdades
que nos tirem desses braços.

Não podemos fazer nada
ninguém pode, embora queira,
tanta gente nos abraça,
é igual de tal maneira.

E à mesa da saudade
vai passando a despedida
só esperando a nova idade
em que a Alma volta à vida.

 



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