gatos esqueléticos

rubis

          fica do lado do saco de ração 

 

na frente do mercado

 

com cara de fome

 

o rosto marcado

 

não é caro, não tem preço

 

fome pode ser um buraco, um parente irritante 

 

parente daqueles que você nunca viu antes

 

 eu vi o gato, quase morto, na frente de quem tem mas não divide

 

gente que se ver outro negando diz que é errado

 

gosta de gatos, tem vários, não mata, nem maltrata; Mas não é capaz de colocar um pouco pro que você não conhece.

 

pessoas, gatos, cachorros e ratos

 

todos nós conhecemos a fome

 

  • Autor: rubis (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de outubro de 2026 22:20
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 6
  • Usuários favoritos deste poema: Ayalah Verônica Berg
  • Em coleções: mosca.


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