Vó, espia o quintal forrado de netos
brincando de bola. A rede era o varal.
Hora do lanche, todo mundo embolado.
Em tardes de sol, servia bolo de chuva,
suco de manga caía como uma luva.
No embrulho, tudo era festa,
muita correria e gritaria.
Ela acompanhava tudo sem pressa
e, de canto de olho, tudo sabia:
— Menino, olha essa bola!
Se quebrar minhas plantas, vou pegar na chinela!
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Autor:
F. Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de outubro de 2026 09:15
- Comentário do autor sobre o poema: Feliz dia das eternas crianças... "Acho que o quintal onde a gente brincou é maior do que a cidade. A gente só descobre isso depois de grande." - Manoel de Barros
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 21
- Usuários favoritos deste poema: Samara A. Ferreira, Ayalah Verônica Berg, Morlock
- Em coleções: Naruteza, Urbano.

Offline)
Comentários2
Deliciosa forma de contemplar esse dia ..
Parabéns poeta!
Obrigado, poestisa! Quando penso em minha infância não tem como não lembrar das minhas avós... Um abraço!
Voltei aqui hoje pra comentar, pois ao ler ontem saí antes de ser tomada pela emoção e vontade de chorar o luto que ainda não chorei.
Casa de vó nos trás muitas lembranças, e vc deixou essa lembrança bem viva nesse poema.
Gratidão!
Minha querida Poetisa, muito obrigado pela comentário, senti tua emoção aqui e sendo assim o poema nos conectou. Eu fui muito próximo das minhas avós e quando elas partiram não derramei uma lágrima, o meu luto só poderia ser felicidade por tudo que vivemos e compreendendo que elas são parte importante de mim, não as vi pelo prisma da morte, mas pelo de uma nova forma de vida... Um abraço apertado e fraterno!
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