NÃO PECARAS.

Apegaua

Hoje.

Tive a nítida impressão que todos os meus carmas passaram por mim.

Seguiam por azaleias sombrias parecendo como que se fossem os donos do obscuro.

Bailavam.

Numa ilusão defunta, mostrando me  uma fúnebre cadencia, de uma grande dor.

Não consegui atinar o por que que iam sem para trás olharem.

E para colaborar com toda pespequitiva.

Dava para sentir que a noite era evasiva.

Foi quando a angustia começou a incomodar.

O tédio e a ansiedade aproveitaram para se aviançar.

Gritei.

Chamei.

Meus  carmas.

Que fingindo desconfiança evitavam me.

Passando despercebido e prostrado a beira do caminho.

Um ser magoado.

Amargando o sofrimento da existência dos seus pecados.

Que por que nem sei.

Não deram a chance de se redimir.

Sr. Apegaua.

 

 

 

  • Autor: Apegaua (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 12 de outubro de 2026 07:16
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Apegaua, Queiroz Francisco


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