Acordei deitado em paz,
como todos os dias.
Chamado a levantar-me,
como todos naquela manhã.
O sentimento, porém,
era diferente
dos que ainda tinham nome:
entorpecente.
E logo a alma se agitou;
a notícia entrou pela pele,
como o beijo inocente
da boca que acabara de trair.
Do lado de dentro da porta
que neste dia eu não ousara abrir,
habitava uma sensação dissonante
de tudo o que lá fora insistia em existir.
Vestido, desperto, em pé,
permaneci agarrado
àquilo que o ladrão
não conseguira roubar.
Semivivo,
meio-morto,
quase insensível,
caí em mim.
A morte havia chegado
antes de existir.
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Autor:
Ebelac (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 12 de outubro de 2026 00:54
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 10
- Usuários favoritos deste poema: Mares, Michel F.M.

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