Isso de mundo, isso de um certo eu,
isso de alma, deus, deuses, mistérios.
Isso de tudo que penso que sei,
de tudo que duvido,
issos e aquilos,
opinião, magia, doutrina, utopia...
Para mim (que fui condenado/abençoado a pensar)
é um Grande TANTO FAZ.
Não tenho preferências.
A minha mente de torcedor, de espectador,
não muda o que é.
E o que é, é, e pronto.
Quem pensa que sabe é um grande bobo, só isso.
Por isso o tal do Sócrates foi dito sábio, e era,
pelo menos quando mentiu nada saber.
Se a verdade for morrer e nascer estrela em outro canto,
ou morrer e o abraço no nada,
o que de minhas expectativas vai mudar isso?
Se for, é.
Não vou me descabelar se Deus nunca existiu,
e se existir, tá aí minha franqueza para Sua Excelência:
não cederei, pelo menos em intelecto,
a nenhum capricho.
Se tenho o vestígio de consciência,
se é pura matemática orgânica ou uma chispa divina,
eu serei franco.
Para mim, tudo que há é um tanto faz.
E eu me divirto
experimentando o que tenho à frente do nariz,
com lampejos de uma coisa chamada gratidão
ao grande senhor TANTO FAZ.
-
Autor:
F. Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de outubro de 2026 16:35
- Comentário do autor sobre o poema: Sobre a arte de não ter preferências. E um elogio ao Grande Tanto Faz.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8
- Usuários favoritos deste poema: Morlock, Ayalah Verônica Berg
- Em coleções: Naruteza, Silêncios.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.