Engrenagem

Flavia Souza

Engrenagem 
 
O tempo me castiga
Permaneço preso a uma corrida
E ninguém há de me consolar
Apesar de tudo, crio a minha própria utopia.
 
Fingindo ser meu guia
Em busca de me acalentar
E do mundo temos uma máquina brilhante
Produção incessante
Crenças a seguir
E gurus acompanhar.
 
Todos sabem o que fazer
Ditam as regras do bom viver
Então a burocracia estatal:
Te consome
Te prende
A armadilha foi feita para você cair
Riquezas, status, a necessidade de ser venerado.
 
Te digo: tudo é ilusão
Escolha a sua e siga em frente.

 

~ BXXX ~

  • Autor: BXXX (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 11 de outubro de 2026 11:40
  • Comentário do autor sobre o poema: O poema "Engrenagem" analisa as relações sociopolíticas da nossa sociedade, expondo a dinâmica mercadológica e como a necessidade de possuir e produzir ao máximo pode prejudicar a percepção de identidade, levando ao esgotamento mental, físico e existencial. A obra traz uma crítica ácida ao capitalismo, aos gurus de internet e aos padrões sociais impostos. O fechamento ressalta que, apesar de tudo, qualquer percepção ou estilo de vida vai manter você preso a uma crença; portanto, escolha a sua ilusão com consciência, autopercepção e pensamento crítico.
  • Categoria: Sociopolítico
  • Visualizações: 8
  • Usuários favoritos deste poema: Morlock, Ayalah Verônica Berg, Luminoso, o Vitorioso
  • Em coleções: Críticas Ácidas.


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