Quando, às questões do farto pensamento,
Eu chamo acontecidos do passado,
Abraço a falta do que sinto e enfrento
A volta infinda deste tempo amado.
Não rezo a Deus ou trago tais momentos
Por força sã ou dores do meu fado:
Tão bom foi conhecer o amor intenso
Que o peito pede mais do velho estado...
Eu canto, não por choro ou pena em festa,
Nem mesmo como meta, dom, destino
Ou pela poesia acontecida.
Mas canto, apenas, porque é o que me resta!
E enquanto ao peito o bicho solta o grito
Hei de escrever pro verso dar-me vida...
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Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 11 de outubro de 2026 11:08
- Categoria: Não classificado
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Offline)
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