Entrei poesia afora; sabe o que vi?
Li a estranha face humana; silêncio e clamor:
Dor; poeta chorando e contorcendo ali
reli lágrima em pranto; frias, sem calor.
Amor também vi, muito; notei alma a se expor.
Cor em verso puro, terno; quase entendi.
Percorri canteiros empencados em flor,
olor de sentires; - ah, e como percebi!
Vi o poeta a debochar por ser trovador.
Beija-flor se sentindo; então logo flori.
Ri igual boba! esse ser é louco; e com valor.
Desamor, falso brio! Fiquei ali, e fingi.
Subi no verbo; vi o poeta permissor.
Invasor e invadido; dos outros, de si.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
Tantos sentimentos
No ventre da poesia
Grávida de versos
Da série: Haikel’s
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Autor:
Raquel Ordones (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 9 de outubro de 2026 21:09
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 18
- Usuários favoritos deste poema: Um bardo, Michel F.M.

Offline)
Comentários1
SERGIO NEVES - "...de poeta e louco, todo mundo tem um pouco..." / "...de poeta louco, todo mundo tem um pouco..." / "...de poeta -louco?, todo mundo tem um pouco..." / ...é muito isso que bem versas nesse teu pra lá de bem iluminado poema...,...uma toda imensidão da poesia (e dos poetas) com nuances mil -emotivas e sentimentais... // ...uma anotaçãozinha: -...já dizem por aí, os "expertes" acadêmicos, que até o universo não é infinito, tem lá um seu encerramento -como tudo...,...digo, como quase tudo...,...há uma exceção que não se encaixa em finitudes nenhuma: -a poesia! ...infinitamente infinita! ...e isso, intrisecamente, deixas "entrelinhado" na magia desse teu escrito... / ...Meu carinho, poeta de infindáveis (e prazerosas) inspirações.
abraços, poetinha!!! obrigada!
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