Navego pelo sal do desatino
Sou marinheiro ao tempo que me guia.
Eu levo cicatrizes de aprazia
Do vento e do ciclone repentino.
De toda a vastidão sou inquilino,
Eterno peregrino em maresia.
Valida meu destino em travessia
Avante, Poseidon - aval divino.
Não quero o porto, o nó que o laço amarra;
Não temo a tempestade e seus trovões;
Não busco a fuga do selvagem vento...
Eu quero a onda, a chuva, o casco, a farra;
A natureza aberta em seus portões
Levando a vela a eternizar meu tempo...
-
Autor:
Fábio Marinho (
Offline) - Publicado: 9 de outubro de 2026 09:58
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.