Olheiras

Catorze

Cambaleando com um olhar indiferente
Por vielas que não lembra se passou
O céu parecia tão ardente
Lá embaixo parecia tão maçante
O frio fez murchar a flor.

 

Os abutres o encaravam com desdém
O tempo não se abria desde ontem
Saiu sem casaco, esqueceu
Que naquelas bandas já não andava tão calor.

 

Um bar, uma padaria e um vira-lata
Mágoa, fome, dor por toda virada
Tudo dado por Ele, oh, nosso Senhor!

 

Será que lhe faltava indiferença?
Quem sabe lhe faltava amor?

  • Autor: Catorze (Offline Offline)
  • Publicado: 8 de outubro de 2026 17:44
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 28
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.