Gênio Sofista
Por que abominas ratos,
a par das baratas?
Ambos advém do mesmo berço.
Ó, pobre e ingênuo boneco.
Achaste que é revolucionista,
mas se resume ao solipsista.
Por fim, só lhe resta lamentar.
Tua escolha fez a balança vergar,
eis que alguém terá de pagar.
Não serão as baratas,
nem os ratos.
Mas o sujeito a quem
escolheste negar.
Volva os olhos a
esta bela nota de pesar.
-
Autor:
Lilyth (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 7 de outubro de 2026 12:26
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema satírico, político e filosófico que critica a falsa sensação de mudança provocada pela polarização. Os ratos e as baratas representam políticos que aparentam ser diferentes, mas pertencem à mesma lógica corrupta. O personagem acredita ser revolucionário por escolher o “melhor lado”, mas sua suposta ruptura apenas repete os mesmos costumes e problemas do passado. A construção do poema inicialmente oculta esse sentido, revelando-o aos poucos. No fim, nada muda de fato: o mesmo destino permanece, enquanto pessoas têm seus direitos negados e pagam o preço de uma escolha que prometia transformação, mas apenas reproduziu a velha estrutura. Logo nasce o título: Gênio Sofista. Uma metáfora que finge elogiar o sujeito, mas na realidade o chama de burro.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 7
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.