Poema: Teopoética do Amor

Gino, Sinvaldo de Souza

Teopoética do Amor

 

O Verbo não quis ser apenas som, nem a teologia um compêndio frio. O Absoluto derramou Seu dom no peito aberto deste vaso vazio.

 

Deus não se explica com a régua ou a lei, mas na sintonia que o peito consome. Na mesa humilde onde O encontrei, Sua palavra não sacia, gera fome.

 

Amor é o mistério que o barro reveste, fogo sagrado que queima sem ver. É a liturgia que desce do celeste para ensinar o humano a viver.

 

 Nas coisas pequenas, no rés do chão, o Infinito fez Sua morada. Em cada batida do meu coração, tua presença é a hóstia sagrada.

 

Se o próprio silêncio parece rezar, e a poesia é o sopro que resta, teopoética é o modo de amar: fazer da existência uma eterna festa.

  • Autor: GINO (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de outubro de 2026 12:21
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 7
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