Na rede

Fábio Marinho

E a rede se vai

E a rede se vem...

Aos olhos do pai

Num sono do bem;

No doce balanço

O sonho infinito

Com flores dançando

E o vestido bonito.

 

E a rede se vai

E a rede se vem...

Molejo que atrai

Que beija também;

O corpo pequeno

Ao fresco da brisa

Dormindo no ameno

Da dança precisa.

 

E a rede se vai

E a rede se vem...

E um vira e não cai

Suspiro neném

E a boca se fecha,

Cabelo que voa

Rosinha a bochecha

Toquinho em pessoa!

 

E o peito do pai

Que bate no além

Apita em fatais

Apitos de trem...

  • Autor: Fábio Marinho (Offline Offline)
  • Publicado: 6 de outubro de 2026 09:12
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 5
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.