À deriva
Sonolência hipnótica, embalada pela poltrona da copa. Na cozinha, o ruído repetido da máquina de lavar louça. Do outro lado, atrás da porta que leva à garagem, o ruído da máquina de lavar roupa me leva a um passeio de barco.
Fico à deriva no meu cansaço, aguardando a hora do almoço.
Vou saindo devagarzinho do meu corpo. Um tique, um espasmo, saio do transe. Caio dentro de mim. Os ciclos das máquinas me pegam de novo. Desesperadamente calmo, peço socorro.
De repente, um estalo de dedos.
— Ei, acorda para o almoço!
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Autor:
RGGouveia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de outubro de 2026 08:05
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Michel F.M., Morlock

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