O peso da ausência.

Killer Queen

O peso da ausência

O vazio dos dias começou a ser palpável.
Primeiro era só silêncio, depois ganhou forma.
Agora é sombra — dessas que caminham ao meu lado e deitam comigo à noite.

Eu tirei a minha armadura.
Depois de tanto tempo em guerra, achei que ali era abrigo.

Mas você fez questão de atirar mesmo assim —
sem medir a distância,
sem calcular o estrago,
sem pensar que quando a gente se despe da defesa, a pele fica fina demais.

E eu não te culpo.

No fundo, sempre soube que você tinha dificuldade de ficar.
Algumas pessoas sabem encantar, mas não sabem permanecer.

Meus dias agora são cheios de ausências.

Um vazio no peito que ecoa quando respiro.
Um celular silencioso que parece gritar o seu nome.
Uma cama grande demais, fria demais,
onde o espaço ao meu lado pesa mais do que qualquer corpo.

O que dói não é só a sua falta.

É a falta daquilo que eu fui quando estava com você.

  • Autor: May Darling (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 5 de outubro de 2026 14:06
  • Categoria: Triste
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Michel F.M.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.