O ferro não aprende a ceder,
não canta a silhueta da curva,
nem escuta o barro:
cumpre a vertigem do traçado.
O rio funda o próprio leito,
o fruto cede à gravidade,
a pedra aceita a lei do chão.
Nenhum desvio inventa mapa.
A roda gira onde o trilho passa —
no lombo cego da terra,
é essa fenda rigorosa
que impede o mundo de tombar.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 5 de outubro de 2026 09:41
- Comentário do autor sobre o poema: 1/4 Necessidade/Fato
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 2
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